Herpes Zóster | Dr Tovo

HERPES ZÓSTER | COBREIRO

Como herpes zóster é diagnosticado

O dermatologista pode diagnosticar o herpes zóster por meio do exame clínico da pele e da avaliação dos sintomas relatados pelo paciente.

Clinicamente, apresenta-se como manchas avermelhadas, que se transformam em bolhas, com distribuição linear (sempre seguindo um trajeto nervoso), muito comum no tronco, partindo geralmente da região da coluna seguindo o “gradil costal”. 

Primeiramente, apresenta-se com uma sensação de desconforto (“pinicação”), que evolui para um quadro doloroso.

Uma característica típica (patognomônica): UNILATERAL

Também pode acometer nervos cranianos e, nestes casos, efeitos colaterais graves como cegueira e surdez podem ocorrer, se não for oferecido tratamento adequado e rápido.

Por outro lado, pode ser necessário coletar uma amostra do conteúdo das bolhas ou realizar um raspado suave da lesão para confirmar a presença do vírus.

Como tratar o herpes zóster

Embora o herpes zóster possa desaparecer espontaneamente em algumas semanas, o tratamento precoce é fortemente recomendado, pois reduz a intensidade dos sintomas e o risco de complicações.

O tratamento pode incluir

 Antivirais orais 

 Analgésicos

 Corticoides orais ou injetáveis

O que é neurite pós herpética

A neurite pós-herpética (também chamada de neuralgia pós-herpética) é a complicação mais comum do herpes zóster. Ela ocorre quando a dor persiste por meses — ou até mais tempo — após o desaparecimento das lesões de pele.

Essa dor pode ser descrita como:

 Queimação
 Choques
 Pontadas
 Sensibilidade intensa ao toque

O risco de desenvolver neurite pós-herpética é maior em pessoas acima de 50 anos. O tratamento precoce do herpes zóster reduz significativamente esse risco. Sendo assim, recomenda-se procurar um especialista no início dos sintomas para evitar complicações.

O herpes zóster pode ser prevenido?

Sim. 

Pessoas com 50 anos ou mais podem receber a vacina contra herpes zóster, que reduz significativamente o risco de desenvolver a doença e suas complicações, incluindo a neurite pós-herpética.
Antes da vacinação, é importante informar ao médico sobre uso de medicamentos, alergias, gestação ou condições de saúde específicas.

Sobre o autor

Dr. Luís Fernando Tovo

Dr. Luís Fernando Tovo é dermatologista, CRM-SP 53673, Mestre e Doutor em Dermatologia pela FMUSP. Coordena o Núcleo de Oncologia Cutânea e a pós-graduação em Oncologia Cutânea do Hospital Sírio-Libanês. É autor dos capítulos sobre melanoma e carcinoma basocelular do Projeto Diretrizes da AMB. Atende na Clínica Tovo, nos Jardins, em São Paulo.

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