Dermatologia Sírio-Libanês atualização sobre câncer e tumores da pele.

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Carcinoma Basocelular e Carcinoma Espinocelular: atualização sobre os tumores de pele mais frequentes em aula na pós-graduação em oncologia cutânea do Hospital Sírio-Libanês em São Paulo.

Recentemente, tive a oportunidade de ministrar uma aula sobre tumores queratinocíticos, com foco no carcinoma basocelular (CBC) e no carcinoma espinocelular (CEC), como Coordenador do Curso de Pós-Graduação em Dermatologia Oncológica da Faculdade Sírio-Libanês.

 O encontro reuniu médicos para discutir os avanços no diagnóstico, tratamento e prevenção dos dois tipos mais frequentes de câncer de pele.

O carcinoma basocelular é o câncer mais comum no ser humano e apresenta crescimento geralmente lento, com baixo risco de metástases. No entanto, quando não tratado, pode causar destruição importante da pele e de estruturas vizinhas.

 Já o carcinoma espinocelular possui maior potencial de invasão local e disseminação, tornando o diagnóstico precoce ainda mais importante.

A incidência desses tumores continua aumentando em todo o mundo, principalmente em razão do envelhecimento da população, da exposição solar acumulada ao longo da vida e da maior sobrevida dos pacientes. Pessoas de pele clara, indivíduos com histórico de queimaduras solares, trabalhadores expostos ao sol, pacientes imunossuprimidos e aqueles com câncer de pele prévio apresentam risco aumentado.

A prevenção continua sendo a melhor estratégia.

O uso diário de protetor solar, roupas com proteção UV, chapéus, óculos escuros e a redução da exposição solar nos horários de maior radiação ajudam a diminuir significativamente o risco de desenvolver câncer de pele.

O diagnóstico precoce permite tratamentos mais simples, maiores taxas de cura e melhores resultados estéticos e funcionais. 

A avaliação dermatológica associada à dermatoscopia e, quando indicada, à dermatoscopia digital (mapeamento corporal) possibilita identificar lesões suspeitas em fases iniciais, muitas vezes antes que causem sintomas.

O tratamento deve ser individualizado conforme o tipo do tumor, sua localização e as características do paciente. Entre as opções estão cirurgia convencional, cirurgia micrográfica de Mohs, terapias tópicas, crioterapia, radioterapia e tratamentos sistêmicos para casos selecionados. 

A escolha da melhor abordagem depende da avaliação especializada.

A atualização contínua dos profissionais e a conscientização da população são fundamentais para reduzir o impacto do câncer de pele. 

Informação de qualidade, prevenção e diagnóstico precoce continuam sendo as principais ferramentas para aumentar as chances de cura e preservar a qualidade de vida dos pacientes.

Sobre o autor

Dr. Luís Fernando Tovo

Dr. Luís Fernando Tovo é dermatologista, CRM-SP 53673, Mestre e Doutor em Dermatologia pela FMUSP. Coordena a pós-graduação em Oncologia Cutânea do Hospital Sírio-Libanês e é membro do Núcleo de Oncologia Cutânea. É autor dos capítulos sobre melanoma e carcinoma basocelular do Projeto Diretrizes da AMB. Atende na Clínica Tovo, nos Jardins, em São Paulo.

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