CÂNCER DA PELE | Tratamento Cirúrgico | Ambulatorial x Hospitalar

CÂNCER DA PELE | Tratamento Cirúrgico
Ambulatorial x Hospitalar

O Tratamento Cirúrgico do Câncer da Pele segue os preceitos básicos oncológicos: remoção, ou destruição total do tumor.

O Melanoma, uma das formas mais agressivas de câncer da pele, exige não só sua total remoção com também ampliações adicionais dependendo de sua espessura e características histológicas, além de investigação de metástases regionais ou à distância.

Os tumores malignos, não melanoma, tendo nas formas clínicas mais frequentes o Carcinoma Basocelular e o Carcinoma Espinocelular, exigem a sua remoção com “margens livres de tumor” e nas formas avançadas de Espinocelular investigação de metástases.

Tumores pequenos e bem delimitados em áreas de baixo risco, podem ter sua remoção realizada ambulatorialmente e suas margens verificadas por estudo anatomopatológico convencional (fixado em parafina).

Os tumores de comportamento histológico agressivo, localizados em áreas anatômicas de risco, ou recidivados (recorrentes) exigem um controle histológico de margens durante o próprio ato cirúrgico, na sua grande maioria feito por internação hospitalar.

O controle histológico de margens durante o ato cirúrgico necessita de uma técnica mais rápida e é conseguida através da congelação do tecido para análise histológica.

Duas formas de análise destas “peças” cirúrgicas se destacam pela forma como são processadas:

– corte da peça por “bread loafing” (corte como um pão de forma)

– corte circunferencial ou pela técnica de Mohs, que permite um total controle das margens

A segunda, conhecida como Mohs, segundo a literatura, é a forma mais segura da remoção total do tumor com menor dano tecidual e é realizada por um Dermatologista em todas as fases da cirurgia. Quando um Médico Patologista participa do processo é conhecida como análise histológica “circunferencial com total controle de margens”.

Sobre o autor

Dr. Luís Fernando Tovo

Dr. Luís Fernando Tovo é dermatologista, CRM-SP 53673, Mestre e Doutor em Dermatologia pela FMUSP. Coordena o Núcleo de Oncologia Cutânea e a pós-graduação em Oncologia Cutânea do Hospital Sírio-Libanês. É autor dos capítulos sobre melanoma e carcinoma basocelular do Projeto Diretrizes da AMB. Atende na Clínica Tovo, nos Jardins, em São Paulo.

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